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Afinal, de quem é a Propriedade Intelectual em um hackathon?

Afinal, de quem é a Propriedade Intelectual em um hackathon?

Como beneficiar sua empresa sem prejudicar seus participantes

Nos últimos anos, os hackathons têm ganhado o mundo e feito cada vez mais sucesso. As grandes empresas se jogaram de cabeça nessa ideia e muitas startups renomadas surgiram a partir desses eventos.

É de se imaginar que em um ambiente com tantas ideias, projetos e criatividade fervilhando ao mesmo tempo, uma dúvida seja frequente: de quem é a propriedade intelectual?

Em uma breve definição, Propriedade Intelectual é o termo que se refere à área do direito que se ocupa das produções intelectuais e dos frutos que seus autores e/ou proprietários recebem através das mesmas.

Sabendo disso, quem é que colhe os louros dos projetos desenvolvidos durante um hackathon: os participantes ou a empresa organizadora?

De primeira, é quase automático deduzir que são os participantes. E é assim que as coisas deveriam funcionar, mas a situação é um pouco mais delicada. Algumas empresas cometem o erro de enxergar os hackathons como uma via de mão única e acabam empurrando os participantes para contratos tendenciosos, o famoso “Troco pizza por código”.


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Além de ser uma conduta fora do que entendemos como profissional e ético – o que por si só já deveria ser um bom motivo para não fazer –, esse tipo de atitude vai contra tudo que o universo do hackathon representa. Afinal, a liberdade de criar, desenvolver e de compartilhar conhecimento não pode ser comprometida por regulamentações que vão contra esse “espírito livre”.

A inovação nos hackathons pressupõe liberdade para trocar ideias e co-criar. A independencia dos grupos para poder criar e evoluir seus projetos sem o medo de ter suas ideias roubadas é fundamental para o sucesso desse modelo de inovação.

Henrique Von Atzingen, diretor do THINKLab da IBM e organizador do BLUEHACK

O retorno para ambos os lados (organizadores e participantes) vai além do networking, das descobertas, das possíveis premiações e das soluções inovadoras. Quem participa de um hackathon, independente de que lado esteja, sai dele uma pessoa diferente.

Além disso, há também a questão da imagem dos organizadores. Focar na apropriação das ideias e projetos desenvolvidos durante o hackathon que sua empresa promoveu só irá te denegrir perante a comunidade de participantes.

Se o boca a boca já é rápido, imagine em quantos caracteres um participante que se sentiu lesado acabaria com a sua imagem! Não vale o tempo e o dinheiro gastos com processos e muito menos os inúmeros desafetos em uma comunidade que poderia alavancar a sua empresa.

A propriedade intelectual do que foi desenvolvido durante um hackathon está sob o comando do intelecto que a gerou. Cabe aos participantes aceitarem ou não às propostas dos organizadores pós-evento.

Um conselho de amigo? Liberdade é sempre a melhor escolha, pois rende frutos de qualidade, evita possíveis problemas e garante parcerias fiéis.

Você não vai se arrepender.

Quer saber mais sobre hackathon, ou entender mais sobre o tema, nosso time pode te ajudar. Entre em contato conosco, clique aqui.

Photo by Headway on Unsplash

We believe in the power that hackathons have to potentialize habilities, skills, and opportunities.

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